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26/01/2021 às 21h02min - Atualizada em 27/01/2021 às 01h20min

VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS CRESCE 105,77% EM 2020, COM JAIR BOLSONARO LIDERANDO ATAQUES

E, mais uma vez, a FENAJ pede à sociedade brasileira que diga não à violência, que valorize o Jornalismo e os jornalistas e que não abra mão das liberdades individuais e coletivas, das quais o Jornalismo e os jornalistas são verdadeiros guardiões.

by Editorial Maricá - Exclusivo
FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas
Maria José Braga: “ataques ocorrem para descredibilizar a imprensa para que parte da população continue se informando nas bolhas bolsonaristas, lugares de propagação de informações falsas e ou fraudulentas”
Em pleno ano da pandemia provocada pelo novo coronavírus, quando o Jornalismo foi considerado atividade essencial no país e no mundo, e os profissionais se desdobraram, muitas vezes em condições precárias, em busca da informação responsável e de qualidade para conter o avanço da doença, o Brasil registrou uma explosão de casos de violência contra os jornalistas.

Segundo o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil  – 2020, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e lançado hoje (26/01) dentro das atividades do Fórum Social Mundial, o ano que passou foi o mais violento, desde o começo da década de 1990, quando a entidade sindical iniciou a série histórica. Foram 428 casos de ataques – incluindo dois assassinatos – o que representa um aumento de 105,77% em relação a 2019, ano em que também houve crescimento das violações à liberdade de imprensa no país.

Para a FENAJ, o aumento da violência está associado à ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República e ao crescimento do bolsonarismo.

“Na avaliação da Federação Nacional dos Jornalistas esse crescimento está diretamente ligado ao bolsonarismo,  movimento político de extrema-direta, capitaneado pelo presidente Jair Bolsonaro, que repercute na sociedade por meio dos seus seguidores. Houve um acréscimo não só de ataques gerais, mas de ataques por parte desse grupo que, naturalmente, agride como forma de controle da informação. Eles ocorrem para descredibilizar a imprensa para que parte da população continue se informando nas bolhas bolsonaristas, lugares de propagação de informações falsas e ou fraudulentas”, afirma Maria José Braga, presidenta da FENAJ, membra do Comitê Executivo da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e responsável pela análise dos dados.

A presidenta também destaca que o registro, pelo segundo ano consecutivo, de duas mortes de jornalistas, “é evidência concreta de que há insegurança para o exercício da profissão no Brasil”.

Como no ano anterior, a descredibilização da imprensa foi uma das violências mais frequentes: 152 casos, o que representa 35,51% do total de 428 registros ao longo de 2020. Bolsonaro, mais uma vez, foi o principal agressor. Dos 152 casos de descredibilização do trabalho dos jornalistas, o presidente da República foi responsável por 142 episódios.

Sozinho, Jair Bolsonaro respondeu por 175 registros de violência contra a categoria (40,89% do total de 428 casos): 145 ataques genéricos e generalizados a veículos de comunicação e a jornalistas, 26 casos de agressões verbais, um de ameaça direta a jornalistas, uma ameaça à Globo e dois ataques à FENAJ.

Para a presidenta, a postura do presidente da República serve de incentivo para que seus auxiliares e apoiadores também adotem a violência contra jornalistas como prática recorrente.

Ataques virtuais e censuras aumentam

Também foi registrado aumento nos casos de Agressões verbais/ataques virtuais, com o crescimento de 280% em 2020 em comparação com o ano anterior, quando foram registrados 76 casos.

Para que o número geral de casos de violência contra jornalistas e ataques à liberdade de imprensa mais que dobrasse em 2020, destaca a presidenta, “houve crescimento em quase todos os tipos de violência”.

O aumento foi bastante expressivo ainda nas categorias de censuras (750% a mais) e agressões verbais/ataques virtuais (280% a mais).

Os jornalistas passaram a ser agredidos por populares e houve aumento nos casos de agressões físicas e de cerceamento à liberdade de imprensa por ações judiciais, o que também é muito preocupante na avaliação da Federação, afirma a presidenta.

Segundo o relatório, as agressões físicas eram a violência mais comum até 2018, depois diminuíram em 2019 e, em 2020, cresceram 113,33%.

Já os episódios de cerceamento à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais subiram 220%: de cinco em 2019, para 16 casos, em 2020. Para a presidente, ano passado foram registrados dois casos preocupantes dessas duas formas de ataques – verbais e pelas vias judiciais – que agravam a preocupação da entidade com o futuro do jornalismo no Brasil. São os casos do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, condenado à prisão pelo livro-reportagem A Privataria Tucana, e do professor de jornalismo do Rio Grande do Sul, Felipe Boff, agredido verbalmente durante discurso em uma colação de grau.

Violência por gênero e tipo de mídia

Os homens seguem sendo as maiores vítimas de violência contra jornalistas representando 65,34% dos casos, mas foi registrado também um aumento expressivo de ataques às mulheres.

“Os ataques verbais e virtuais contra as mulheres cresceram e sempre têm um caráter machista, misógino e com conotação literalmente sexual, o que é muitíssimo grave”, destaca Maria José Braga.

A maioria dos jornalistas agredidos fisicamente ao longo de 2020 são trabalhadores de emissoras de televisão. Eles representam 24,44% dos 77 casos.

Maria José disse que os números do relatório, mais uma vez, expressam a preocupação da Federação pois, mesmo sabendo que são subestimados, são bastante alarmantes. “Eles mostram a gravidade da situação e mostram que o Estado brasileiro que, antes era omisso no combate à violência contra jornalista, não tomando medidas efetivas para a proteção da categoria, agora, por meio da Presidência da República, é o principal agressor”.

Estado brasileiro passa de omisso a agressor

Maria José fez um apelo para que as instituições tomem providências enérgicas para que a violência seja investigada, combatida e punida, pois o Jornalismo e os jornalistas precisam do apoio da sociedade para seguir informando com responsabilidade e qualidade.

Ela lembrou que a FENAJ é uma das entidades signatárias de um pedido de impedimento do presidente por crime de responsabilidade contra o direito constitucional da liberdade de imprensa – parado na Câmara dos Deputados – e de uma ação por danos morais coletivos por causa dos ataques aos jornalistas, também sem resposta ainda do Judiciário.

O Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2020 é elaborado anualmente a partir dos dados coletados pela própria Federação e pelos Sindicatos de Jornalistas existentes no país, a partir de denúncias públicas ou feitas às entidades de classe.

Confira a íntegra do documento aqui.

Assista também a apresentação do relatório e a entrevista coletiva da presidenta da FENAJ. 


OBSERVAÇÃO:
Por fim, nós do Editorial Maricá não poderíamos deixar de citar os casos ainda sem solução por parte da justiça e claro, vale ressaltar essas informações que consta no relatório de 2020.

Também cresceram os casos de; ameaças, intimidações, agressões verbais, agressões físicas, impedimentos ao exercício prossional, cerceamento à liberdade de imprensa por ações judiciais e de violência contra a organização sindical da categoria. Outras três categorias foram introduzidas para registrar seis episódios de ataques cibernéticos, um atentado, dois casos de sequestro/cárcere privado.


Robson Giorno e Romário Barros +2019

Robson Giorno e Romário Barros +2019

Dono do Jornal O Maricá e Dono do Jornal Lei Seca Maricá - LSM da Cidade de Maricá no RJ


Apesar de não ter havido aumento de casos de assassinatos em relação a 2019 como por exemplo, vale mencionar os casos dos assassinatos dos Jornalistas Robson Giorno e Romário Barros ocorridos na Cidade de Maricá, no Estado do Rio de Janeiro, estes casos ainda não foram solucionados pela justiça desde o ano de 2019, crimes estes ainda continuam impunes e sem solução por parte da justiça, até quando? 

Já no ano seguinte novamente, mais dois jornalistas brasileiros foram mortos em 2020: Léo Veras, na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, divisa com Ponta Porã, onde o jornalista mantinha o site Porã News, e Edney Antunes, assassinado na cidade de Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso, que atuava como assessor.

A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas denunciaram, durante todo o ano, as agressões ocorridas e pressionaram as autoridades competentes para que houvesse apuração célere para a identificação dos culpados e a consequente responsabilização/punição. 

Terminado o ano, a FENAJ torna público o seu Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2020. Com grande preocupação, a Federação alerta para o crescimento significativo do número de ocorrências, em relação ao ano anterior. Esse crescimento evidencia a institucionalização do desrespeito ao princípio constitucional da liberdade de imprensa, por meio da Presidência da República, e a disseminação de uma cultura da violência para a relação cidadãos / veículos de comunicação / jornalistas.

"E, mais uma vez, a FENAJ pede à sociedade brasileira que diga não à violência, que valorize o Jornalismo e os jornalistas e que não abra mão das liberdades individuais e coletivas, das quais o Jornalismo e os jornalistas são verdadeiros guardiões."

Fonte: Maria José Braga | Exclusivo by Editorial Maricá - Re-edição M.B
Presidenta da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) by Grupo Editorial Maricá Ltda 

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Versículo de Ontem dia 26/01/2021

Deem frutos que mostrem o arrependimento. E não comecem a dizer a si mesmos: 'Abraão é nosso pai'. Pois eu digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão. O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo".
Lucas 3:8-9

 

Versículo de Hoje

Quarta, 27 de Janeiro de 2021

O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, e dele recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu cântico lhe darei graças.
Salmos 28:7


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