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12/03/2021 às 13h15min - Atualizada em 14/03/2021 às 17h18min

PREFEITURA INAUGURA MEMORIAL COM NOME DE ENFERMEIRA NO HOSPITAL Dr. ERNESTO CHE GUEVARA PARA VÍTIMAS DA COVID-19

Um Memorial da Luta contra a Covid-19 "Enfermeira Denise Gomes", em homenagem aos trabalhadores da Saúde e às vítimas da Covid-19.

Editorial Maricá Exclusiva
SECOM - Assessoria de Comunicação de Imprensa
Photos e vídeo: by Rosely Pellegrino | Secom Vinicius Manhãs

Nesta sexta-feira (12/03), a Prefeitura de Maricá, através das secretarias de Saúde e Cultura inaugurou, em frente ao Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São do Imbassai, o Memorial da Luta contra a Covid-19 "Enfermeira Denise Gomes", em homenagem aos trabalhadores da Saúde e às vítimas da Covid-19.
 

O dia de inauguração da estrutura é emblemático, nesta data o Brasil registrava o primeiro óbito e o início da pandemia no país. O memorial homenageia a enfermeira Denise Gomes, de 42 anos, primeira profissional de saúde do município vítima da doença. Denise trabalhava na Unidade de Pronto Atendimento de Inoã e faleceu em 25 de abril de 2020, depois de lutar muito contra a doença. 
 

O monumento tem em evidência símbolos como a Árvore da Vida e a Pomba Branca, que destacam um conjunto de representações de vida, memória, fé, sincretismo, paz e esperança.

"O nosso principal objetivo com a obra é apontar a esperança. Fazer um monumento desses é se colocar à disposição para a vida, para a responsabilidade social, para uma sociedade mais humanista de respeito às pessoas e à família das vítimas. O monumento representa um encontro entre a natureza e a vida", explicou o secretário de Cultura, Sady Bianchin.
 

O "Memorial da luta contra a Covid-19 Enfermeira Denise Gomes", uma homenagem às vítimas da doença e aos profissionais de Saúde que atuam na linha de frente do combate à doença em Maricá.
 


A escultura do artista plástico Fábio Alexandre recebeu o nome da enfermeira Denise Gomes, primeira profissional deste setor na cidade a falecer em decorrência do novo coronavírus. O ato também marca a lembrança do início da pandemia no Brasil neste mesmo dia em 2020, quando foi registrada a primeira morte pela doença no país.
 

O prefeito Fabiano Horta frisou que o monumento é um marco histórico permanente deste período de enfrentamento, mas que também simboliza a resistência, a esperança e, segundo ele, "a não-naturalização da morte em números, mas a luta pela vida".

"Nosso sentimento hoje é de solidariedade. A morte de Denise mexeu profundamente com a classe da Saúde em Maricá, à qual agradeço através destes profissionais que estão aqui. Este é um ato de consternação, mas também de esperança coletiva", ressaltou o prefeito.

Horta destacou que o momento ainda exige que as pessoas mantenham os cuidados necessários como o distanciamento social, uso de máscara, álcool em gel, para preservar a saúde de todos.

"Estamos muito emocionados e surpresos com esta homenagem. Foram 20 anos de dedicação a algo que ela amava fazer e era muito boa no que fazia, tanto que até as crianças preferiam tomar vacina com ela. Minha irmã sempre gostou de ajudar as pessoas", resumiu a crediarista Daisy Maria Gomes dos Santos, de 37 anos, que reforçou a necessidade de manter os cuidados em seu discurso.


 

Ao lado dela estavam o pai e a mãe da enfermeira, que reforçaram sua incansável disposição. "Ela era a 'médica da família', pois cuidava de todos nós e sempre dizia: 'Pai, eu gosto de salvar vidas'", revelou seu Antônio Nilton dos Santos, de 69 anos, ao lado de dona Araci Gomes, de 76.

 

A secretária de Saúde Simone Costa lembrou de quando conheceu a enfermeira Denise. "Trabalhamos juntas no Hospital Municipal Conde Modesto Leal e tenho certeza que se ela estivesse aqui, estaria de novo na linha de frente", afirmou.

O vice-prefeito Diego Zeidan disse que considera o monumento "um símbolo de valorização da ciência" e citou o período em que seu pai, o ex-prefeito Washington Quaquá, ficou internado para tratar da Covid-19 e chamou a atenção para se manter os cuidados.

"Quase perdi meu pai para esse vírus, por isso sei da angústia e da luta dessa família. Temos um quadro um pouco melhor que o dos municípios vizinhos,  temos taxas de ocupação menores, mas é preciso manter o distanciamento porque agora a nova cepa do vírus é mais contagiosa e agressiva", concluiu.

 

CONFIRA A CERIMÔNIA GRAVADA A POUCO NO HOSPITAL

 


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