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08/04/2021 às 16h03min - Atualizada em 08/04/2021 às 20h18min

FALECEU O MESTRE DÉLCIO TEOBALDO VÍTIMA DE INFARTO FULMINANTE

EXCLUSIVO: Délcio Teobaldo nos deixa após sofrer um mau súbito, decorrente de um infarto fulminante e agora segue na sua jornada no mundo espiritual, nas constelações das estrelas; Há anos ele fazia incursões pelo interior do Brasil e por cidades da América Latina, Europa e Ásia. Descanse em paz amado mestre Délcio Teobaldo, nossos profundos sentimentos à família e aos amigos(as) do artista por sua inesperada partida aos 58 anos. "Seu legado permanecerá sempre vivo em nossos corações"

Grupo Editorial Maricá - Exclusivo
Fontes: Rosely Peregrino - Secretaria de Cultura de Maricá - Internet
Infelizmente é com imenso pesar que nós do Editorial Maricá, especialmente nós do Mais Cultura Maricá, informamos o falecimento do nosso querido amigo, irmão e companheiro de profissão, do querido cidadão ilustre de Maricá DÉLCIO TEOBALDO, o nosso amado mestre, grande músico e compositor, e vale ressaltar ,que ele era um versátil criador, grande ser artista iluminado, era também auto-roteirista da Tv Brasil.
 
Délcio Teobaldo era jornalista, produtor, editor e diretor de cinema e televisão, artista plástico, etnomusicólogo, escritor e músico. Nasceu e cresceu em Ponte Nova, Zona da Mata mineira em Minas Gerais (MG), e vive há anos no Rio de Janeiro, inclusive na cidade de Maricá, aonde reside parte de sua família. Délcio, o escritor, publicou obras literárias como, Quatro trancados no quarto; Telintérprete – O jornalista entre o poder e o público; e o romance, Pivetim.
 

DÉLCIO TEOBALDO

Alguns anos ele fazia incursões pelo interior do Brasil e por cidades da América latina, Europa e Ásia. 

 
Conforme informações preliminares via rede social da Jornalista Rosely Peregrino, através do querido amigo Delfim Moreira, Délcio Teobaldo faleceu ontem no dia 07 de Abril de 2021 segundo informações da jornalista, amiga do artista, faleceu exatamente no dia dos jornalistas do qual também era profissional, vítima de infarto fulminante, sem ao menos tivemos à chance de possibilidade de salvá-lo. Que fique claro, desde já, que não foi por motivo da doença do vírus da Covid-19 e sim, de forma inesperada pegando à todos nós de surpresa, veio à nos deixar deste plano existencial devido ao mau súbito decorrente de um INFARTO FULMINANTE.
O que pode causar um infarto fulminante?
O ataque cardíaco fulminante, geralmente, é causado pela obstrução do fluxo sanguíneo por ruptura de uma placa de gordura que se encontra aderida à parede interna do vaso. Quando essa placa se rompe, libera substâncias inflamatórias que impedem a passagem do sangue que leva o oxigênio para as paredes do coração.

Segundo Rosely, Delcio estava em São Pedro da Serra finalizando seu último trabalho, o disco “Moura’Yndio”, com versões para o inglês e espanhol. E teve do nada um mal súbito, infelizmente. 
Não há explicações detalhadas, apenas foi o que aconteceu lamentavelmente. "Que Deus conforte o coração dos familiares e amigos". disse à jornalista. O sepultamento está previsto às 15h30min no Cemitério Municipal de Maricá desta sexta-feira 09\04, seguindo todos os protocolos em meio a está Pandemia. Amigos e fãs, em suas redes sociais prestam suas últimas homenagens e lamentam profundamente está partida inesperada aos 58 anos do multitalentoso artista para o Mundo espiritual.

Délcio Teobaldo segue na sua jornada iluminada nas costelações das estrelas divinas, e deixa seu legado na história, descanse em paz irmão. Sentiremos saudades eternas...

 
O Secretário de Cultura de Maricá Sady Bianchin também se pronunciou através de nota publicada na página da secretaria de cultura no facebook, lamenta está perda irreparável para a nossa cultura do país. Segue a nota;
 

A cultura do país perde, com grande pesar, o multitalentoso Délcio Teobaldo (1953-2021), que nos deixa após ser vítima de um infarto fulminante no dia de hoje (08/04). Jornalista, escritor, etnomúsico, documentarista e autor de roteiros para cinema e TV, além de educador, esse mineiro de Ponte Nova, que escolheu Maricá para viver, foi desde sempre envolvido com questões culturais e deixará uma lacuna arrebatadora em nossa cidade. Autor do romance Pivetim, com o qual ganhou o prêmio Barco a Vapor Brasil 2008 e também agraciado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 2009, marcou com sensibilidade o caminho escolhido no trabalho autoral. A Secretaria de Cultura lamenta por tamanha perda e se solidariza na dor de familiares e amigos.

 
Sady Bianchin
Secretário de Cultura de Maricá, no RJ.

 
 

VEJA A SEGUIR O LANÇAMENTO DO SHOW "MUNDEIRO" 29\11\2012  

 

Mundeiro: a cartografia de uma alma brasileira, representando a ancestralidade mística do artista Délcio Teobaldo. Delcio cantor de canções, escritor, compositor e etnomusicólogo.

Este álbum leva você a uma viagem pelas tradições orais / rítmicas de seu passado, de sua ancestralidade com as ricas culturas mineiras. Sua história se reflete na entonação específica presente na música que ele desenvolveu ao longo de longos períodos de gestação dentro de seu processo artístico único. Um de colaboração e exploração solitária.

O elemento sempre presente da percussão se funde com as melodias sutis dos arranjos de guitarra. O renomado percussionista Pedro Lima apóia e elogia as palavras e melodias com seus ritmos precisos e lúdicos.

O auspicioso álbum é como uma porta que lentamente se abre para revelar o talento que é Delcio Teobaldo, memórias passadas, realidades presentes e inovações futuras...

Você acredita que a globalização, de certo modo, homogeniza as identidades culturais dos países? Como subverter essa lógica?

Délcio Teobaldo – Vejo a globalização, na parte que me cabe, da comunicação de massa, como uma grande distribuidora de espelhos. Espelho em que você tem o livre arbítrio para mirar-se ou, então, oferecê-lo ao prazer e à promoção da vaidade do outro. No primeiro caso, você trabalha e adquire autoestima. Busca consciência de quem é; reconhece o seu rosto, seja no espelho d’água de um igarapé ou nas vitrines de um shopping. No segundo caso, espelhando-se no outro, expomos a nós mesmos e, irônica e tragicamente, ao mundo, nossa pequenez, nossa insensibilidade, nossa estupidez, nossa ignorância dos recursos, das ferramentas que as novas tecnologias de comunicação e interação nos oferecem.

Observo com atenção como, pouco a pouco, as estruturas verticais são substituídas pela horizontalidade, pela capilaridade. Assusta, reconheço, o filho mais novo não se sentar mais à mesa de jantar onde se posicionavam o avô, a avó, o pai, a mãe, a irmã mais velha, tradicional estrutura posteada para, ao invés disso, estar conectado aos “avôs”, “pais”, “mães”, “irmãos”, famílias mundiais incontáveis. Expansivas. Essa dinâmica, por nos cobrar reflexões mais ágeis, contraria toda lógica que, nesse universo, tornou-se uma palavra estática. Diretiva. A família universal se, antes, era uma ideia, hoje é fato. Não tem como revertê-lo. O que nos sobra é o admirar, palavra essência da filosofia, com que devemos aprender a lidar. 

Lidar e entender que os celulares são ferramentas como quaisquer outras, simples, utilitárias; produtos da metalurgia, cujas peças são forjadas com a mesma técnica com que se fabricavam os arados e as espadas e que, na raiz do processo, ontem, como hoje, homens, mulheres e crianças continuam sendo escravizados nas minas para extração do cobalto, na República Democrática do Congo.


No seu curta-metragem de 2001, Morre Congo, Fica Congo, um dos personagens comenta como o Jongo é um elemento importante em sua vida, e como quando era mais novo, não tinha essa mesma relação e não gostava da dança. Você acredita que um movimento semelhante a esse ocorre com a formação de leitores literários no Brasil? Na sua opinião, como o interesse tardio pela literatura poderia ser superado?

Délcio Teobaldo – Interessante o Jongo – cultura, fundamentalmente, geradora e mantenedora do verbo, da palavra – ser lembrado aqui. Entender os Jongos (no plural porque os toques e os pontos são múltiplos e possuem características próprias em cada grupo) não é fácil, porque é uma cultura ligada aos mais velhos. É um saber com esoterismo muito determinante. A palavra é mais que a dança. A dança é de fora, a palavra é de dentro. Como na Capoeira, em que há o jogo de dentro e o jogo de fora.

O conhecimento e o entendimento disso vêm com a maturidade. Fruto que não se colhe verde. Acompanha-se a maturação dele. No seu tempo o tempo dá. 

A explicação acima responde, também, à segunda pergunta, pois numa analogia com os Jongos, mercado e escritores precisam expor suas danças de dentro: tendências, perfis dos leitores, formatos e suportes para a literatura, incentivos, investimentos; e suas danças de fora: a intergeracionalidade. Falta ao mundo da literatura, ao próprio mundo, enfim, o brincar, o exercício do olhar, da escuta, das partilhas afetivas coletivas. Essas atitudes, essas práticas geram interesses mútuos; criam expectativas; favorecem as fantasias; transferem forças aos braços; ânimas, necessidades de contar, ler, comunicar-se.

Aí está a gênese do Verbo. O movimento, a dialética, a criação, a consistência e permanência da escrita.

Como a literatura pode contribuir para a construção de identidade?
Qual é o seu diferencial em relação às outras artes?

Délcio Teobaldo – Como escritor assumo, sem questionamentos, o meu papel de intérprete; o de estar entre a aventura humana, percebida através da minha ótica, e o leitor. Feito isso, que haja empatia e se entendam pelo bem da literatura. Limito-me a essa ação para me poupar das expectativas ou das vaidades. Redirecionar o olhar, utilizando-se de um apelo lúdico, não de uma ordem ou de um grito; apontar nortes ou desnortes, desde que se disponha a caminhar juntos; penso que, dessa maneira, a literatura, os autores e os leitores possam se espelhar e se entender, nas suas pedras ou nos seus prazeres.

Aparentemente simples e descompromissada, no entanto, essa atitude, como disse na resposta anterior, pede discussões e interatividades sem pausas. Nesses tempos em que as palavras não se conformam (nem devem!) ocupar mais e somente o limitado “preto no branco” nos papéis; em que reclamam outros suportes, espaços, inserções e dinâmicas, devemos abrir mais os olhos e apurar a escuta. Fazer isso com sensível calma, porque os atos de ler e escrever não se dão aos saltos. Não se abstraem do que somos dentro ou fora. Se não fosse assim, ideias expressas e impressas; concebidas e gestadas alheias à densidade e a complexidade humanas, não sobreviveriam à minutagem dos tempos. 

Hoje fala-se muito em artes integradas. Sempre faço uma pergunta: integradas a quem? Pergunto a quem porque, se perguntasse a que, as respostas seriam óbvias e muitas. Nesta pergunta reclamo a presença, a consistência de tecidos, sangues e músculos, inerentes à palavra que, para mim é motriz de todos os meios de expressão. Uma palavra é capaz de gerar mil imagens.

Esse era o mestre Délcio Teobaldo...

Nesta edição do Todas as Bossas, o músico Délcio Teobaldo traz um som ancestral: memórias sonoras de heranças africanas, ibéricas e indígenas.

Délcio é compositor, instrumentista e etnomúsico e há mais de 20 anos viaja pelo mundo conhecendo as mais variadas culturas e povos.

O artista nos brinda com os trabalhos autorais “Mundeiro”, que faz um resgate de sua ancestralidade negra; e “Moura´yndio”, canção que Délcio lança nacionalmente pela TV Brasil, uma homenagem à sua herança moura e indígena.

Entre os convidados do programa estão Carlos Negreiros, cantor, percussionista e maestro da Orquestra Afro-brasileira e o violonista Wesley Costa Mello, além da participação, especialmente do Pedro Szigethy músico de Maricá no violoncelo
.

Délcio, que atualmente residia em São Pedro da Serra, distrito de Nova Friburgo, será sepultado no Cemitério Municipal de Maricá nesta Sexta-Feira 09\04 às 15h30 min.
 
"Descanse em paz amado mestre Délcio Teobaldo" _/\_ Fique com Deus...

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